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Mioma Uterino: Tratamento Hormonal ou Cirúrgico? - Clínica Ayroza Ribeiro - Ginecologia Minimamente Invasiva
Mioma Uterino: Tratamento Hormonal ou Cirúrgico?

Existem basicamente três tipos de tratamento para os miomas de útero: tratamento medicamentoso, o tratamento cirúrgico e as técnicas minimamente invasivas que visam a destruição dos miomas sem remove-los . Entenda-se por tratamento cirúrgico todas as modalidades que visam remover os miomas com o emprego de diversas técnicas e procedimentos que variam desde os mais agressivos, até procedimento verdadeiramente minimamente invasivos como a miomectomia endoscópica.


Tratamento medicamentoso

A terapia medicamentosa é geralmente o primeiro passo no tratamento dos miomas. Há uma variada gama de medicamentos que podem ser utilizados para o tratamento dos miomas. Eles podem ser usados para controlar o sangramento, para inibir o crescimento dos miomas e ainda para tentar reduzir o seu tamanho. Medicamentos que auxiliam a coagulação, antiinflamatórios não hormonais ou compostos hormonais podem ser usados nesta fase e, na maioria das vezes, são suficientes para controlar os sintomas sem precisar de uma terapia adicional. Alguns compostos hormonais apresentam certos efeitos colaterais e outros riscos quando utilizados cronicamente e, por isto, geralmente, são indicados de forma temporária. É importante mencionar que os miomas normalmente voltam a crescer quando a terapia medicamentosa é interrompida.


Análogos do GNRH

A função ovariana depende dos estímulos provenientes do hipotálamo e da hipófise. Os hormônios ovarianos, principalmente os estrogênios, estão diretamente relacionados ao crescimento dos miomas.

Um grupo bastante utilizado de medicamentos é o dos Análogos do GnRH. Estas medicações provocam uma menopausa artificial, bloqueando o estímulo hipofisário para a liberação de estrogênio pelo ovário. Desta forma, como conseqüência do hipoestrogenismo, observa-se a diminuição do fluxo sangüíneo uterino e dos miomas, provocando a redução do seu tamanho. São especialmente úteis para tratar o sangramento provocado pelos miomas. O problema destes medicamentos é que o seu efeito é reversível. Isto é, quando a sua utilização é suspensa os miomas voltam a crescer e os sintomas voltam a incomodar. Outro problema é que, enquanto são utilizados, as pacientes podem experimentar sintomas típicos de menopausa como ondas de calor, insônia, secura vaginal, diminuição da libido, perda temporária de memória, além de sujeitá-las a um risco maior de desenvolver osteoporose e infarto de miocárdio.

Os compostos hormonais à base de progesterona, como são as modernas pílulas anticoncepcionais, vêm também conquistando certa preferência para o tratamento da miomatose sintomática. A sua utilização prolongada tem mostrado eficácia para controlar sangramentos e até para diminuir o tamanho dos miomas. Porém, os seus efeitos adversos como o aumento de peso, a depressão anímica ou a secura vaginal fazem com que o tratamento crônico com compostos de progesterona em geral não seja bem tolerado pelas mulheres que o utilizam.


Tratamento cirúrgico

Do ponto de vista genérico, pode-se dizer que existem dois tipos de tratamento cirúrgico: o tratamento radical (histerectomia), que consiste na extirpação cirúrgica de todo o útero, e o tratamento conservador (miomectomia), que consiste na extirpação cirúrgica somente dos miomas.

Como mencionado anteriormente, a histerectomia é a cirurgia universalmente mais difundida e aplicada no ambiente ginecológico. Provoca alívio definitivo dos sintomas e é razoavelmente segura. Talvez seja por este motivo que continua nos surpreendendo a liberalidade com que se indica uma histerectomia. Quando necessária, a histerectomia pode ser realizada por via vaginal, laparoscópica ou abdominal.

A miomectomia é um procedimento cirúrgico que remove somente o mioma, preservando assim a capacidade reprodutiva da mulher.

Dentre as várias vias utilizadas para realizar a miomectomia, as mais utilizadas são: a via laparoscópica, a via histeroscópica ou a via abdominal.


Videocirurgia – O Ícone da Ginecologia Minimamente Invasiva

Há muito tempo foi banido o aforismo "grandes cirugiões, grandes incisões". Isso porque, após percorrer um longo caminho, chegamos à era em que podemos chamar da "cirurgia do respeito", preservacionista, mini invasiva; a que pretende a todo custo preservar o "poço da fertilidade da mulher", graças às inovadoras técnicas da videocirurgia, videolaparoscopia e videohisteroscopia.


Videolaparoscopia

Auxiliados por delicados instrumentos introduzidos por pequena incisões pode-se proceder a intervenções cirúrgicas, inclusive de alta complexidade, de maneira eficiente, menos traumática, mais conservadora e de resultados cosméticos incomparáveis.

Para a retirada de miomas (miomectomia) localizados nos contornos uterinos (subserosos), ou nos que estão incrustados na parede do útero (intramurais), a abordagem videolaparoscopica é técnica de eleição, reduzindo o índice de complicações e preservando a anatomia e o potencial reprodutivo da mulher.

Naqueles casos onde a retirada do útero se imponha, é possivel numa grande maioria das vezes realizar a cirurgia utilizando os recursos mini-invasivos da videolaparoscopia.


Vídeohisteroscopia

Quando as alterações existirem dentro da cavidade uterina (miomas submucosos, pólipos, septos, cicatrizes -sinéquias-, espessamento endometriais benignos), cada um com suas conseqüências peculiares (sangramento, dor, infertilidade etc), diagnosticamos e tratamos através da videohisteroscopia.

A videohisteroscopia é a única técnica existente que permite visualizar diretamente e tratar fibromas que estão dentro do útero, e que causam hemorragia. Essa técnica, insubstituível, poupa muitas mulheres de cirurgias mais traumáticas ou mesmo mutiladoras.

A miomectomia acompanha-se freqüentemente de bons índices de sucesso para controlar os sintomas, porém, quanto maior número de miomas tiver o útero, menor sucesso terá a cirurgia. Adicionalmente, os miomas podem voltar a crescer alguns meses ou anos após a miomectomia.



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